O macapaense pagou mais caro pela cesta básica em junho
O macapaense precisou desembolsar ainda mais para colocar comida na mesa em junho. O custo da cesta básica na capital amapaense chegou a R$ 730,28, registrando alta de 1,89% em relação ao mês anterior, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No acumulado de 2026, os alimentos básicos já ficaram 18,95% mais caros em Macapá, evidenciando a pressão crescente sobre o orçamento das famílias.
Na comparação com junho de 2025, o aumento chega a 20,64%, refletindo o impacto da inflação dos alimentos no bolso da população. Apesar da alta registrada em Macapá, o comportamento foi diferente em outras regiões do país: entre as 27 capitais pesquisadas pelo Dieese, o preço da cesta básica diminuiu em 15 cidades e aumentou em 12.
Café e carne seguem pressionando os preços
Segundo o levantamento, os principais responsáveis pela alta em Macapá foram produtos como o café em pó, que continua acumulando aumentos expressivos ao longo dos últimos meses, além da carne bovina de primeira, que permanece entre os itens de maior peso no custo da cesta. Também registraram elevação de preços a manteiga e a banana.
Em contrapartida, produtos como o tomate e o arroz apresentaram redução nos preços médios durante o mês, amenizando parcialmente a alta do conjunto dos alimentos.
Peso no orçamento das famílias
O Dieese calcula ainda o impacto da cesta básica sobre o rendimento do trabalhador. Em junho, um empregado remunerado pelo salário mínimo precisou comprometer uma parcela significativa da renda líquida apenas para adquirir os alimentos básicos necessários para um adulto durante um mês, evidenciando o peso da alimentação no orçamento familiar.
Salário mínimo ideal
Com base no custo das cestas básicas pesquisadas nas capitais brasileiras e no que determina a Constituição Federal, que prevê um salário capaz de suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em junho de 2026 deveria ser de R$ 7.683,23, valor muito superior ao salário mínimo oficial vigente no país.
O levantamento é realizado mensalmente pelo Dieese e acompanha a evolução dos preços dos alimentos considerados essenciais para a alimentação de um trabalhador adulto, servindo como um dos principais indicadores do custo de vida nas capitais brasileiras.
